Dica Literária #2

Boa tarde meus amores, como vão?
Domingão do DIA DAS MULHERES  que tal colocar a leitura em dia? Como sei que muitos leitores gostam de conhecer novos títulos, separei três livros bem legais para vocês conferirem, espero que gostem!


As Sombras de Longbourn – Jo Baker

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 456
Ano: 2013

”O ar estava gélido às quatro e meia da manhã, quando ela começou a trabalhar. O cabo da bomba, de ferro, estava frio e, apesar das luvas, os eritemas lhe queimavam com o esforço de bombear a água da escuridão subterrânea para o balde. Seria um longo dia de labuta, e aquilo era só o começo.
Tudo o mais era quietude. Na encosta, os carneiros aconchegavam‑se em grupos; nas sebes, pássaros arrepiavam‑se como cardos lanosos; nos bosques, folhas caídas farfalhavam à passagem de um porco‑espinho; o regato refletia a luz baça do céu e reluzia ao transpor as pedras. Lá embaixo, no estábulo, as vacas bafejavam nuvens de tênues exalações; e, na pocilga, a porca estremecia, com as crias agarradas à barriga. Lá no alto, em seu minúsculo sótão, a sra. Hill e seu marido dormiam o sono negro e sem sonhos da extrema fadiga; dois andares abaixo, no quarto principal, o sr. e a sra. Bennet lembravam, debaixo da colcha, um par de montículos de cemitério. Dormindo em suas camas, as cinco moças sonhavam seja lá o que as moças sonham. Sobre tudo isso, fulgia a gélida luz estelar. Fulgia sobre os telhados de ardósia, o pátio lajeado, a casinha da sentina, o arboreto, a pequena área inculta ao lado do relvado, sobre os bandos de faisões encolhidos. E fulgia sobre Sarah, uma das duas criadas de Longbourn, que acionou a bomba, encheu um balde, rolou‑o de lado, com as palmas das mãos já feridas, e pôs outro balde sob a bomba para enchê‑lo também.”

Admiradora de Jane Austen, a romancista Jo Baker perguntava-se quem seriam aquelas presenças pontuais e quase inumanas que serviam à mesa ou entregavam um recado para os personagens de Orgulho e preconceito, um dos romances mais recontados em versões literárias desde a sua publicação, há duzentos anos. Por trás de cada descrição da toalete das irmãs Bennet havia certamente o trabalho de uma criada, e cada refeição servida implicava uma cozinheira, um mordomo para servi-la. Qual seria a história não contada desses personagens? 

As Sombras de Longbourn é o romance dessas figuras invisíveis. Sob o comando da governanta e cozinheira sra. Hill, trabalham Sarah e Polly, duas jovens trazidas de um orfanato quando ainda eram crianças para trabalhar na casa. O mordomo idoso, sr. Hill, serve à mesa e divide a administração da casa com a sra. Hill. Os quatro formam um pequeno exército de empregados que labuta dezoito horas por dia para que a família Bennet goze do máximo conforto possível. 

A chegada de James Smith, um jovem lacaio recém-contratado, irá movimentar o andar de baixo da casa, revelando antigas tensões entre empregados e patrões. Por sua impressionante pesquisa sobre a vida cotidiana no início do século XIX, e também por impor um estilo próprio a sua narrativa, Jo Baker recebeu elogios de críticos e publicações como The New York Times, que considerou As sombras de Longbourn excepcional: não uma sequência, mas um olhar comovente sobre o mundo de Orgulho e preconceito, só que do ponto de vista da área de serviço.
Para ler um trecho clique aqui.


A Rainha Normanda – Patricia Bracewell

Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Ano: 2015

”Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. O rei Æthelred é um homem voluntarioso, que não confia nem em seus conselheiros mais próximos, e o povo vive sob o terror constante da ameaça dinamarquesa. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.”


“Patricia Bracewell enriquece o gênero da ficção histórica com um livro altamente interessante.”
– Publisher’s Weekly
“A rainha normanda é uma trama repleta de rivalidade política, escândalos da corte e disputas entre membros da nobreza, do clero e da realeza. Fãs de sagas históricas e de enredos românticos vão adorar este livro.”
– Library Journal

Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. 

Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. 

Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. 

Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita. Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.
Para ler um trecho clique aqui. 

Um Lugar Chamado Liberdade – Ken Follett

Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Ano: 2014

”Escócia, 1766. Condenado à miséria e à escravidão nas brutais minas de carvão, Mack McAsh inveja os homens livres, mas nunca teve esperança de ser como eles. Até que um dia ele recebe a carta de um advogado londrino que lhe revela a ilegalidade da escravidão dos mineiros e um novo horizonte se abre aos seus olhos. Porém, para realizar seu sonho, Mack precisará enfrentar todo tipo de opressão das autoridades que não estão acostumadas a serem questionadas. Já na idealizada Londres, ele reencontra uma amiga de infância, Lizzie Hallim, agora casada com Jay Jamisson, membro da família que tanto o atormentara na Escócia. Lizzie não se conforma em viver submetida aos caprichos dos homens e constantemente escandaliza a sociedade com seu comportamento e suas ideias não convencionais. Quando Mack é acusado injustamente de um crime, ela quebra protocolos e sai em sua defesa, mas o amigo é deportado para a América. Mack logo descobre que se trata de uma mera mudança de continente, não de ares sociais, pois a colônia também vive momentos de tensão: se na Inglaterra os trabalhadores não desejam mais ser explorados pela elite, ali os colonos preparam o caminho que os levará à independência do jugo inglês. Nesta saga repleta de suspense e paixão, Ken Follett delineia uma época de revoltas contra a injustiça com uma escrita enérgica e sedutora.”

“Um romance histórico irresistível.”
– San Francisco Chronicle

“Uma aventura arrebatadora, que deixará o leitor obcecado.”
– Today 

“História e romance em uma jornada inegavelmente prazerosa.”
– Kirkus Reviews

Desde pequeno, Mack McAsh foi obrigado a trabalhar nas minas de carvão da família Jamisson e sempre ansiou por escapar. Porém, o sistema de escravidão na Escócia não possui brechas e a mínima infração é punida severamente. Sem perspectivas, ele se vê sozinho em seus ousados ideais libertários. 

Durante uma visita dos Jamissons à propriedade, Mack acaba encontrando uma aliada incomum: Lizzie Hallim, uma jovem bela e bem-nascida, mas presa em seu inferno pessoal, numa sociedade em que as mulheres devem ser submissas e não têm vontade própria. 

Apesar de separados por questões políticas e sociais, os dois estão ligados por sua apaixonante busca pela liberdade e verão o destino entrelaçar suas vidas de forma inexorável. 

Das fervilhantes ruas de Londres às vastas plantações de tabaco da Virgínia, passando pelos porões infernais dos navios de escravos, Mack e Lizzie protagonizam uma história de paixão e inconformismo em meio a lutas épicas que vão marcá-los para sempre. Com 8 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Um lugar chamado liberdade é mais uma prova de que Ken Follett é um mestre absoluto em criar tramas complexas e emocionantes.

Para ler um trecho clique aqui. 

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