RESENHA: O Inverno das Fadas

Título:  O Inverno das Fadas

Editora: Casa Da Palavra
Autora: Carolina Munhoz

Páginas: 304

Ano: 2012


Sinopse: 

Sophia Coldheart não é uma fada comum. Ela é uma Leanan Sídhe, uma espécie de fada que serve de musa para humanos talentosos alcançarem o sucesso. Uma fada-amante. Mas isso tem um preço. Ao mesmo tempo em que os leva ao estrelato, se alimenta de suas energias, levando-os à loucura. E à morte. Uma vida intensa e extraordinária com um fim trágico. Mas o que aconteceria se um humano resistisse à sua sedução e fizesse a própria Sophia sentir-se fascinada por ele? A autora Carolina Munhóz nos conta essa história com primazia, mostrando que o mundo da fantasia para jovens ainda pode render sucessos e obras que vão muito além do simples passar de tempo.

Resenha:
” A atração pode ser fatal, mas a fantasia faz parte do encantamento. ”

“O Inverno das Fadas” é narrado predominantemente em terceira pessoa e nos conta a história de Sophia Coldheartuma Leanan Sídhe, conhecida como “fada-amante”Essas criaturas vagam no mundo em busca do amor, ou quase isso. É uma fada que vive da energia de humanos, suas caças. Elas servem de musas inspiradoras, possuem uma beleza fora do comum e são irresistivelmente atraentes, seduzem grandes artistas para alcançarem o sucesso em troca de seu amor, devoção e energia vital. Mas, tudo isso vem com um preço: A vítima enlouquece, deixa sua marca na História e morre prematuramente, quase sempre no auge da carreira. Enquanto a fada alavanca suas carreiras, suga suas energias até levá-los à morte.
Essa é a função de uma Leanan Sídhe para o equilíbrio do mundo. Cada fada segue seus instintos e deveres conforme sua natureza. Portanto, o leitor encontrará uma fada folcloricamente diferente do comum.

As Leanan Síndhe são muitas vezes rotuladas como se agissem desta forma por serem frias e não terem coração ou sentimentos. E é exatamente por isso que achei muito inteligente a forma ambígua que a autora usou no sobrenome da personagem Sophia Coldheart, “Cold” significa “Frio” e “heart”, coração. Coldheart: Coração Frio.

“Muitas vezes a fada se pegou pensando se existiria uma forma de quebrar o feitiço sobre ela, mas era inútil. Ser uma Leanan não consistia em ter escolhas, era simplesmente um fato que não podia ser negado.” – Pág. 99

Após matar vários humanos durante muitos anos, e trazer pelo corpo uma marca negra por cada alma roubada, cada sonho realizado e energia adquirida. Sophia conhece William Bass, um jovem escritor que cuida do sebo de seu pai na cidade de Keswick, Inglaterra, que por coincidência ou destino, faz divisa com o mundo das fadas chamado Fairyland. É este simples escritor inglês que irá mudar o rumo de sua história. 

Durante o Samhaim, Sophia decide ir finalmente visitá-lo e seduzi-lo, fazendo dele o seu escolhido. É o momento mais propício, pois William está participando de um grande concurso e seu poder de inspiração irá torná-lo um grande escritor. Dessa vez, no entanto, Sophia se apaixona, William é diferente de todos os outros que ela já conhecera, mexe com ela de um jeito que ninguém jamais havia conseguido. De um jeito que ela acreditava que só ela era capaz de mexer e os dois devem descobrir como lidar com isso. E diante de tantos sentimentos, Sophia se vê numa situação bastante complicada. O que fazer? Quem irá sobreviver a essa paixão? Viver uma vida extraordinária, à espera da morte trágica? Ou viver uma vida longa e normal, sem o escritor? Afinal, agora que o processo de sedução se iniciou, é uma questão de tempo até que um dos dois sucumba à morte, como aconteceu com os pais de Sophia.
  
“O problema sempre foi esperar pelas respostas do destino. Maldito seja ele” – Pág. 13

O livro é marcado por sensualidade, mistério e romance, e também é muito interessante encontrar em meio às páginas nomes de grandes ícones do mundo artístico, muitas celebridades que morreram cedo e que deixaram marcas na nossa sociedade, como: Britanny Murphy, Amy Winehouse, Heath Ledger,  Michael Jackson e Kurt Cobain. Ainda que seja uma homenagem, há uma crítica severa ao estilo de vida que acompanha a fama, como: drogas, remédios, etc.

O ponto negativo é que não consegui torcer de verdade pela protagonista, ela não me cativou tanto, assim como o casal. Penso que a paixão e o amor foram duas coisas que aconteceram rápido demais no livro, – por mais que leve em consideração que Sophia é uma Leanan Sídhe e que é assim que as coisas acontecem para ela – não curto muito o estilo “nos conhecemos hoje e já morreríamos um pelo outro”.
Confesso que as fadas são um dos meus seres sobrenaturais preferidos, porém até o momento não encontrei nenhuma história que realmente me cativasse. Estou aberta à sugestões!! kkk  

Admito que Carolina Munhóz criou um mundo fantástico e tem uma escrita bem fluída e de fácil compreensão. Mas nesta obra não faço coro quanto as exaltações, não faltou conteúdo, faltou magia. Este tema pede uma carga alta disso, e o “O Inverno das Fadas” falhou. Um livro que começou bem para não terminar em lugar algum, sem adicionar nada ao leitor. Apesar dos aspectos negativos é muito prazeroso ver essa crescente produção de literatura fantástica de autores nacionais.

Espero que vocês tenha gostado da resenha. Quem já leu “O inverno das fadas”? O que acharam? Conta aí!

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