RESENHA: Julieta

Título: Julieta
Editora: Arqueiro
Autora: Anne Fortier
Páginas: 399
Ano: 2010

Sinopse:
Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo. Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor.

Cuidado, pode conter spoiler !

Resenha:

Anne Fortier, foi me cativando a cada linha lida desta história, com sua narrativa poética, cheia de vida e romantismo, com um tema histórico repleto de aspectos contemporâneos, com ação e mistérios na medida certa. 


“É claro que eu sempre soube que era Romeo, mas nunca tinha pensado muito em Giulietta. Naquele dia, comecei a pensar nela e me dei conta de que era muito estranho ser Romeo quando não havia uma Giulietta no mundo. Estranho e solitário.”
Romeu e Julieta. O amor proibidoAcredito existir no mundo pouquíssimas pessoas que nunca ouviram falar da épica e trágica história de amor imortalizada pelo inglês William Shakespeare, Romeu e Julieta. Não é verdade? E se de alguma maneira a maldição de suas mortes assolasse todos os descendentes verdadeiros do casal apaixonado?


Neste livro Anne Fortier conta a história de Giuleitta Tolomei, ou Julie Jacobs – uma descendente da verdadeira Julieta – isso mesmo, da verdadeira Julieta de Shakespeare!  O livro se passa na cidade italiana de Siena e os capítulos se alternam entre os tempos atuais e a Siena de 1340.

“Que há num nome? O que chamamos rosa teria o mesmo cheiro com outro nome?” pág. 90


Desde a morte de seus pais Julie e sua irmã gêmea Janice (com quem vive em pé de guerra) foram criadas pela tia – avó Rose, sempre na companhia do fiel mordomo Umberto. Quando Rose morre, deixa a casa para Janice e para Julie apenas uma carta contendo uma revelação que mudaria sua vida para sempre. A carta diz que sua mãe, Diane, havia descoberto um tesouro familiar antigo e misterioso e que seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. Intrigada (e montada em dívidas, esperando que esse suposto tesouro a tirasse do sufoco), Julie parte para Siena. Mas tudo o que ela encontra ao chegar em Siena são papéis velhos repletos de esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e um velho diário de um antigo pintor italiano, Maestro Ambrogio. 

O diário conta a história de dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, que se passa na Siena de 1340. O jovem casal morre vítima do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue as duas famílias. Julie Jacobs provavelmente será a próxima vítima, levando-se em conta seu linhagem e seu nome de batismo. Decidida a pôr um fim nessa maldição que cerca essas famílias há mais de 600 anos, ela começa a explorar a cidade em busca de respostas. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo. 

“Tinhas razão”, escreveu simplesmente, “e eu estava errada. Quando a vida fere mais do que a morte, não vale a pena viver.”



A história se fragmenta entre o presente, narrado em primeira pessoa por Julie, e o passado, com os fatos ocorridos no memorável ano de 1340 registrados no diário do Maestro Ambrogio. As desavenças, o cotidiano, a disputa política e a devoção de toda a época são tão belamente descritas que é possível fechar os olhos e imaginar com riqueza de detalhes as cenas escritas por Anne Fortier. A corrida do Palio, os bailes, a festa de Ascensão de Maria, as rivalidades entre as contradas, tudo nos é apresentado de um modo magnífico! 

Quando pensamos que descobrimos o final do livro, uma nova situação se apresenta, e assim somos conduzidos por antigos relatos e novos desdobramentos. Cada capítulo termina em um momento chave, nos deixando mais e mais curiosas para descobrir o que vem a seguir. E nisso a autora também não decepciona, criando reviravoltas geniais, cenas repletas de ação e muito suspense. Único ponto fraco do livro, é você passar toda a história sendo induzido à uma reencarnação dos jovens amantes, e no fim se deparar com uma decepção, nada que afete demasiado todo o enredo. 

” – Você acredita em para sempre? – perguntou, detendo minhas mãos por um instante. Fitei-o nos olhos, surpresa com sua sinceridade. Levantando o anel de águia entre nós, murmurei: – Para sempre começou há muito tempo.”


Em poucas palavras, “Julieta” é uma obra magistral e se tornou um dos meus livros prediletos!

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